Texto escrito para promoção da revista do Cruzeiro. Não ganhei, mas vou compartilhá-lo com vocês por aqui.
No país do esporte mais popular do mundo, são poucas as pessoas que não cultivam uma paixão por um time. Desde de crianças, e muitas vezes contagiados por um sentimento que passa de pai para filho, somos instigados a torcer e defender um clube de futebol. O problema é quando escolhemos uma profissão como a de jornalista, onde se deve prezar pela imparcialidade e deixar a emoção de lado para agir com a razão.
Não só no Código de Ética dos Jornalistas, em vigor desde 1987, como no ambiente acadêmico dos cursos de comunicação, o princípio da objetividade é citado como um dos principais deveres de quem tem por profissão informar. Ele prega que a opinião jornalística deve ser pautada pelas informações objetivas, e não subjetivas, ou seja, a notícia deve ser construída de forma imparcial, abolindo impressões ou comentários orientados por valores, preferências e emoções.
Mas é justamente na emoção e na paixão que esbarra o jornalismo esportivo. Quem, antes da graduação, frequentou estádios, torceu, sorriu e chorou pro um time de futebol, se depara com uma nova realidade, uma quase renúncia dos sentimentos constituídos até então, em prol do exercício da profissão. No entanto, não é isso que acompanhamos nas várias transmissões esportivas das muitas mídias encabeçadas por rádio, televisão e jornais impressos.
Comunicadores deixam escapar o amor por uma equipe num comentário exaltado, em uma narração de gol, ou mesmo no uso de palavras mal medidas. Mas, para o bem do jornalismo, não é prudente misturar o ofício com preferências pessoais, seja um time de futebol, um partido político ou uma religião. É dessa forma que a imprensa se mantém imparcial, democrática e objetiva. A paixão do jornalista esportivo deve ser, acima de tudo, profissional. O coração, afoito pro vitórias do clube, continua batendo forte, mas a razão deve se impor e tomar as rédeas da cobertura jornalística.
sábado, 15 de janeiro de 2011
sexta-feira, 24 de dezembro de 2010
quinta-feira, 23 de dezembro de 2010
Em defesa dos royalties da mineração

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva vetou a divisão dos royalties do pré-sal aprovada pelo Congresso Nacional. Lula deve dirigir a casa um projeto que reserva as receitas dos estados produtores, representados principalmente por Rio de Janeiro e Espírito Santo. A proposta vai tentar substituir a apresentada pelos parlamentares, onde a divisão do dinheiro arrecadado com a produção petrolífera seria dividida entre todos os estado, mesmo sem serem produtores.
A proposta que preserva o direito dos estados produtores parece justa, já que, as maiores bacias petrolíferas estão em seus territórios. Mas para que isso acontecesse, teríamos que levar em consideração outras riquezas minerais. Minas Gerais produz 72% do minério de ferro Brasil. Isso equivale a 15% do que é produzido no mundo, porém, a política adotada não gera riqueza. Ao contrário, acarreta graves danos ao meio ambiente.
A lei que rege a mineração no país é 1967. Com o passar dos anos e as mudanças na atividade, a norma se tornou retrógrada, visto que, é baseada em uma época quando a maior empresa mineradora do Brasil era estatal, a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN).
Os royalties são compensações financeiras pagas aos estados e municípios pela exploração de um produto, mas existe uma disparidade muito grande nos valores de extração das riquezas minerais do país. Enquanto a tributação do minério de ferro varia entre 0,3% e 3%, a do petróleo gira em torno de 5% a 10% da arrecadação.
Se precisamos estudar a distribuição dos royalties do petróleo, precisamos também discutir a reformulação do sistema extrativista de mineração. Provavelmente, estados serão beneficiados pela produção petrolífera, Minas Gerais precisa lutar pelo aumento na tributação do minério e, em conseqüência, a ampliação da arrecadação dos municípios por meio das compensações financeiras provenientes disso.
Cabe aos políticos mineiros, deputados estaduais e federais, senadores e o governador lutarem por essa causa. Nosso estado é o maior produtor de minério de ferro do mundo e merece benefícios equivalentes a esse posto. A disparidade nos valores de tributação é inaceitável, pois, os danos ao meio ambiente na mineração são muito maiores do que os causados pela extração de petróleo em alto mar. O Brasil vive um momento ímpar do ponto de vista econômico. É hora de Minas Gerais buscar seu espaço para tentar voltar a ser a segunda maior economia da nação.
sábado, 18 de dezembro de 2010
Atlético é Campeão do Future Champions 2010


Como não poderia ser diferente, uma grande festa marcou a final do Future Champions 2010. O evento internacional, disputado pela primeira vez em solo brasileiro, reuniu 12 equipes de três continentes: África, América e Europa, mas para surpresa e alegria dos belo-horizontinos, a grande decisão foi entre Atlético e Cruzeiro.
Antes da grande final, Everton da Inglaterra e Vasco da Gama decidiram quem ficaria com o 3º e 4º lugares. Após o 1x1 no tempo normal, a decisão foi para os pênaltis e o time brasileiro levou a melhor vencendo por 5x4.
Mas o ápice da festa era mesmo a grande final. Autoridades como o prefeito de Belo Horizonte, Marcio Lacerda, e o presidente da Federação Mineira de Futebol, Paulo Schettino, se encontravam presentes para acompanhar a partida. Dentre os espectadores, também estavam quase todas as delegações das equipes que participaram do torneio. Apenas o Corinthians e o DC United não estiveram presentes.
Mais de mil pessoas também acompanharam a partida na arquibancada. E quando a bola rolou, passaram a apoiar as duas equipes que dentro de campo mostravam um equilíbrio muito grande. O destaque do Atlético, mais uma vez, foi o atacante Marcos Vinícios que incomodou e muito a defensiva do Cruzeiro. Pelo lado do Cruzeiro, o camisa 10 Daniel, ditava o ritmo do time e infernizava a vida da defesa atleticana.
Outro destaque deve ser dado aos dois goleiros. Tanto Uilson pelo lado do Atlético quando Charles do Cruzeiro fecharam o gol e foram os grandes responsáveis pelo placar de 0x0 com belas e difíceis defesas. Mas com o placar em branco no tempo normal, a decisão foi para os pênaltis.
E para quem gosta de dizer que decisão nos pênaltis é loteria, faltou sorte ao camisa 14 do Cruzeiro, Cleverton. O volante que havia jogado bem durante o segundo tempo, acertou a trave na sua cobrança. Coube ao Atlético manter a calma e converter as outras penalidades. Na quinta e decisiva batida, o meio campista Yago marcou e fechou a série em 5x3 para o time Alvinegro. O Galo sagrava-se Campeão do Future Champions 2010.
Sem dúvida, tivemos a oportunidade de acompanhar um evento fantástico. Estão de parabéns a organização do evento, a prefeitura de Belo Horizonte pela iniciativa, o UniBH pela estrutura oferecida, e os alunos de jornalismo da instituição e os professores que, como voluntários, fizeram uma cobertura extraordinária, tanto no Twitter como no Hotsite do evento. E claro, como não poderia ser diferente, ao Clube Atlético Mineiro pelo título internacional na categoria juvenil.
Uma grande cobertura, um grande evento e uma final digna dos grandes clássicos entre Atlético e Cruzeiro. Pena que acabou, mas o consolo é saber que, por mais quatro anos, teremos Future Champions em Belo Horizonte.
sexta-feira, 17 de dezembro de 2010
Final mineira marca a decisão do Future Champions


Quem teve a oportunidade de assistir as semifinais do Future Chapions, no Campus Estoril do UniBH, hoje a tarde, presenciou um passeio de bola das equipes mineiras, Atlético e Cruzeiro, contra seus rivais, Everton da Inglaterra e Vasco da Gama, respectivamente.
Na primeira partida das semi, o Atlético passeou em campo. Teve maior posse de bola, neutralizou o ataque do Everton que chegou poucas vezes a meta atleticana. Com uma ótima atuação do camisa 11, Marcos Vinícios, o Galo Mineiro chegou a vitória e a classificação para final com um gol marcado aos 26 minutos do segundo tempo pelo meia-atacante Carlos. Classificado, os atletas assistiram de camarote ao primeiro tempo da outra semifinal.
O Cruzeiro enfrentaria o temido ataque do Vasco Gama. Mas a equipe celeste conseguiu impor um volume de jogo muito bom no primeiro, fez dois gols um com o camisa 10, Daniel e outro do camisa 9 Léo que já passou pela seleção brasileira juvenil. A equipe mineira ainda desperdiçou muitas chances de ampliar o marcador, inclusive com um pênalti cobrado por Daniel para fora. Mas, no final, o placar de 2x0 permaneceu, garantindo uma final entre equipes de Belo Horizonte.
Quem for ao Campus Estoril do UniBH amanhã para conferir a final do Future Champios vai, com certeza, presenciar um grande jogo. O clássico mineiro irá decidir um torneio internacional Sub 17. Nada melhor do que uma final entre Atlético e Cruzeiro para coroar um evento disputado na capital mineira. Independente do resultado, Belo Horizonte já ganhou e muito com o torneio e se credencia, cada vez mais, como uma das sedes mais importantes para a Copa de 2014.
terça-feira, 14 de dezembro de 2010
O futebol resolveu aparecer na segunda rodada


No segundo dia de competição no Future Champios 2010, os jogos truncados do de ontem deram lugar a partidas mais emocionantes e disputadas. Quem precisava ganhar partiu pra cima e as estrelas do torneio começaram a aparecer.
No primeiro jogo do dia, o Atlético/MG, que já havia ganhado a primeira partida ontem, impôs o ritmo de jogo e derrotou a Universidade do Chile por 1x0. O time Chileno soma a segunda derrota e não tem mais chances de classificação.
Na segunda partida da manhã, o Paris Saint Germain precisava da vitória para se manter vivo na competição e partiu para cima do DC United. A equipe francesa estava inspirada e o placar final do jogo desenhou a primeira goleada da competição. PSG 4x1 DC United.
Logo depois, Peñarol e Barcelona fizeram um jogo bastante nervoso. O time Catalão jogou melhor e fez 2x0. A equipe uruguaia havia vencido a Universidade do Chile ontem e se mantém com os mesmos três pontos. Já o Barça, que havia perdido para o Cruzeiro, se recupera e volta pra briga. Nessa partida aconteceram as duas primeiras expulsões do torneio. Rossano do Peñarol e Bakoyock do Barcelona foram para o chuveiro mais cedo após desentendimento.
Para fechar o dia de jogos no campo do UniBH, Cruzeiro e Mamelodi Sundowns não saíram do 0x0. O time celeste não repetiu a boa atuação da partida passada, quando venceu o Barcelona, e não conseguiu sair da boa marcação dos africanos.
O campeonato ainda está indefinido, tudo pode acontecer. Esperamos mais emoções nos jogos de amanhã e a definição da próxima fase. Daqui pra frente, os jogos tendem a ganhar em emoção e o mau futebol da primeira rodada vai ser esquecido.
Amanhã, tem muito mais. Continuem acessando o site da cobertura feita pelos alunos do UniBH e siga no Twitter o @unibhchampions para ficar bem informado.
segunda-feira, 13 de dezembro de 2010
Jogadores dão show em campo e alunos do UniBH na cobertura


Hoje, foi disputada a primeira rodada do Future Champions 2010. Quatro jogos aconteceram no campo do UniBH, no Estoril e mais dois no Baleião, na Serra. O evento tem como objetivo promover o futebol de base por meio de um torneio internacional e Belo Horizonte busca consolidar-se como cidade sede da Copa de 2014.
Os alunos do UniBH, tiveram a missão de fazer a cobertura jornalística usando as plataformas de áudio, vídeo, foto, texto e muita Internet. O site do evento foi alimentado durante todo dia com conteúdo em tempo real sobre a rodada que acontecia.
Na transmissão ao vivo, via streaming, várias personalidades do evento foram entrevistadas por mim. Dentre elas: O técnico da Seleção Sub 17, Emerson Ávila, O ex-jogador e atual empresário do futebol, Hélcio, o juiz da Federação Mineira de Futebol, Marcos Vinícius Sá dos Santos, e o treinador da Universidade de Chile, Cristian Mora.
Os jogos foram, na maior parte do tempo, truncados e a mil por hora. Os jogadores esbanjam saúde e juventude a correria é uma constante e os apenas 30 minutos de cada tempo, favorecem esse tipo de jogo.
Na primeira partida, disputada no campo do UniBH, o Peñarol do Uruguai venceu a Universidade de Chile por 1x0 em um jogo dominado pelos chilenos, mas que não conseguiram converter a superioridade em campo em vitória. No segundo jogo, DC United e América do México empataram em 2x2. No terceiro confronto do dia, o Vasco da Gama bateu o Paris Saint Germain por 2x0. E no último embate no Estoril, o Atlético/MG jogou mal, mas acabou vencendo o Mamelodi Sundowns da África do Sul por 1x0.
No Baleião, O Everton da Inglaterra conseguiu impor um bom futebol diante do Corinthians e levou os três pontos. E na partida mais esperada do dia, marcada por lances polêmicos, o Cruzeiro venceu o Barcelona da Espanha por 1x0. A nota triste foi a contusão séria do atleta Bagnack do time catalão. Há suspeita de fratura na perna direita.
Amanhã, tem muito mais. Continuem acessando o site da cobertura feita pelos alunos do UniBH e siga no Twitter o @unibhchampions.
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